sábado, 27 de setembro de 2008

Uma preocupação pertinente, por quatro anos à frente

Estamos a uma semana daquele que poderia, sem nenhum exagero, ser considerado o dia mais importante do ano. O dia 5 de outubro, dia das eleições municipais. Mais do que o dia mais importante do ano, podemos afirmar que será o dia mais importante dos próximos 4 anos. Um voto mal pensado, mal formulado, trocado por ninharia e a tragédia estará armada. Em contrapartida, um voto pem pensado, encarado com a seriedade devida, pode gerar desenvolvimento em diversas frentes, culminando no bem-estar coletivo.

Há cidades importantes Brasil afora, onde velhas práticas coronelistas ainda são praticadas. Candidatos de rapina procuram enganar o eleitor das maneiras mais sórdidas, promentendo coisas que certamente não terão a mínima chance de cumprir. Pior do que isso, só as benesses dadas pelos candidatos, como materiais de construção, ajudinhas no combustível, botijões de gás e outros agrados diversos, numa situação que me faz lembrar das aulas de história que tive no ensino médio, onde o professor nos passava que, para conseguir as preciosidades de nosso solo, os europeus que aqui chegaram por volta do século XV, trocavam as mesmas com os índios por objetos sem valor algum, como espelhos e pentes. Uma atitude canalha que foi o início do nosso miserê.

É hora de dar um basta nisso tudo! Chega de se deixar enganar. Hoje a informação corre na velocidade da luz. Quero acreditar que as chances de começarmos a derrubar, um a um, esses pesos mortos, são reais. Minha parte eu farei. Espero que outros milhões de brasileiros façam o mesmo, votem com total consciência, e despachem os maus políticos para as cloacas de onde nunca deveriam ter saído.

Boa sorte, Brasil. Em especial, boa sorte, minha querida Teresópolis. Deus nos ajude e abençoe.

Gêmeos Célebres 4

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

ONG Transparência Brasil fiscalizará gastos da Copa de 2014

Em conversa com o editor-chefe de Terra Magazine nesta quinta-feira, o ministro do Esporte, Orlando Silva, informou que irá convidar a ONG Transparência Brasil para acompanhar os gastos públicos direcionados à Copa 2014, a ser realizada no Brasil. No início desta tarde, desde Pequim Terra Magazine conversou em Brasília com o diretor-executivo da Transparência Brasil, Claudio Abramo. Que aceitou o convite do ministro:

- Estamos à disposição do ministro. Assim como ele nós também não sabemos como se dará, se daria essa monitoração na prática, mas achamos importante que todo gasto para a Copa que envolva dinheiro público nas várias esferas seja, de maneira direta ou indireta, acompanhado.

Como diz o próprio site da ONG, a Transparência Brasil é "uma organização independente e autônoma criada em abril de 2000 por indivíduos e organizações não-governamentais comprometidas com o combate à corrupção".

A própria organização já estudava como acompanhar os gastos públicos dirigidos à Copa. Pensou-se, quando da confirmação do Brasil como país-sede, na criação de um observatório. Tarefa agora facilitada pelo gesto do ministro Orlando Silva.

Claudio Abramo nota que um evento como esse no Brasil "tem todo potencial para o malfeito", e que, então, "é preciso vigiar". Ele entende que uma porção da Copa é da iniciativa privada e da alçada da FIFA, mas manifesta suas preocupações:

- Além do setor de transporte, energia, segurança, que vão requerer investimentos públicos, quem, ao final, vai construir os estádios? Essa é uma das dúvidas, e só começaremos a esclarecer depois de indicadas as cidades-sede. Ninguém tem dinheiro para isso, ainda que se fale em investimento externo. O Pan foi aquela loucura de gastos, ninguém sabia exatamente quanto e quem, e para a Copa os investimentos públicos seguramente serão altos, seja no plano federal, estadual ou municipal.

Diz ainda Abramo:

- É necessário assegurar que se cumpram os princípios básicos de competitividade e que se tenha resultado positivo nos serviços executados, nos equipamentos comprados, nos transportes, na segurança, e nos gastos indiretos. Nesse tipo de coisa, grandes problemas têm surgido também com a prestação de serviços auxiliares ao evento no que envolve dinheiro público.

Quanto ao convite a ser feito pelo ministro Orlando Silva e anunciado hoje, diz o diretor-executivo da Transparência-Brasil:

- Vamos aguardar a concretização do convite para estudar com o ministro de que forma podemos colaborar e como isso vai se dar no dia-a-dia. Estamos à disposição porque achamos importante para o país e importante como exemplo.

Fonte: Terra Magazine - Bob Fernandes (http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3092618-EI11354,00.html)

terça-feira, 22 de julho de 2008

Quem foi o PIOR???

Hoje, por volta das 13 horas, eu assistia a um programa de esportes quando uma reportagem me chamou a atenção. O personagem principal da matéria era um garoto italiano, de castellano fluente: Diego Maradona Jr. Italiano? Maradona Jr? Como assim?

Em sua memorável passagem por Nápoles, nos anos 80, onde foi rei naquela cidade e atuou com Careca no ataque do Napoli, nos bons tempos do Napoli, "Don Diego" aproveitou - e bem - o seu prestígio por lá. Numa dessas, nasceu um filho bastardo. Com o passar dos anos, a mãe e o garoto resolveram procurar o ex-jogador, que não lhes atendeu, e ainda disse que a justiça até poderia obrigar-lhe a dar dinheiro para o garoto, mas nunca o amor.


O episódio faz lembrar de quando Pelé tomou conhecimento de que tinha uma filha que era fruto de uma relação extra-conjugal. Sandra Regina lutou para ter o reconhecimento do "rei", mas o máximo que conseguiu foi a comprovação através de exame de DNA. Elegeu-se vereadora em Santos, e acabou falecendo anos depois, de câncer, sem ter tido o contato que desejava ter com seu pai biológico.


São questões complicadas, sim, mas vejo como uma via de mão dupla: Se jogadores de futebol no auge não pensam duas vezes antes de "pegar" todas as mulheres que desejam, por que razão não assumem as consequências dos seus atos, ainda com o agravante de fazer sofrer aqueles que são os menos culpados nessas tramas: os frutos da relação, enfim, os filhos?

Podem ter sido ótimos com as bolas nos pés, mas mostram-se péssimos de espírito e caráter. Lamentável.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Um Som Imaginário

Hippismo Total

Os constantes jogos de futebol decisivos, comuns nesta época do ano, acabaram por tomar grande parte de minhas últimas postagens. Futebol é uma de minhas grandes paixões, não poderia ser diferente. Mas estava faltando música aqui. Então vamos falar de som. e de um som, digamos, imaginário.


Zé Rodrix (sentado), Tavito, Wagner Tiso, Fredera, Robertinho Silva e Luiz Alves: O Som Imaginário


O Som Imaginário foi uma das mais lendárias bandas brasileiras de todos os tempos. Mesclando sons brasileiros ao jazz e ao rock psicodélico e progressivo, notabilizou-se por acompanhar Milton Nascimento no período considerado por muitos como o mais fértil de sua carreira. Discos como "Milton" (1970), "Milagre dos Peixes" (1973), "Milagre dos Peixes - ao vivo" (1974), além do épico "Clube da Esquina" (1972), têm, em suas fichas técnicas, o Som Imaginário como banda-base. Que base!!

O Som Imaginário era formado, inicialmente, por Wagner Tiso (piano e órgão), José Rodrix (órgãoe voz), Luiz Alves (baixo), Tavito (guitarra e voz), Laudir de Oliveira (percussão) e Robertinho Silva (Bateria - com o qual tive o privilégio de trocar algumas palavras em março último, no Sesc Teresópolis). Com a saída de Laudir, que foi tocar com Sérgio Mendes nos EUA, ocorreu a entrada do grande Naná Vasconcelos, que integrou o Som Imaginário como percussionista por alguns meses. No mesmo período, entrou para a banda o guitarrista Frederyko (Fredera), passando então o Som Imaginário a ter guitarra solo.


Enquanto isso, em Minas Gerais, dois jovens inscreveram uma canção no Festival Internacional da Canção de 1969. Estes jovens eram Beto Guedes e Lô Borges, que compuseram 'Feira Moderna' em parceria com Fernando Brant. Milton Nascimento convenceu os dois a deixarem o Som Imaginário defender a canção no festival. Era o que faltava para a banda alicerçar o seu primeiro disco, homônimo, que saiu em 1970 pela Som Livre.


Som Imaginário (1970)

Este disco trouxe uma sonoridade pluralizada, como citado no primeiro parágrafo deste artigo. Era a fusão de elementos jazzísticos, tropicais e psicodélicos. Um dos destaques é "Morse", um belo tema instrumental que abre o disco. Outro grande destaque é o vocal arrasador de Zé Rodrix em "Feira Moderna", que seria imortalizada nove anos depois na voz de Beto Guedes, um dos autores.

Infelizmente a proposta era experimental demais para a época, o que confirma que o Brasil nunca foi um lugar que favorecesse o experimentalismo. Afinal, se viver de música já não enchia a barriga de ninguém, improvisar na música muito menos. Após o lançamendo deste disco, a debandada começou, e o primeiro a sair da banda foi Zé Rodrix, que se juntou a Sá e a Guarabira e com eles criou o rock rural.

O segundo disco, também homônimo, saiu em 1972, e manteve a proposta do primeiro, inserindo apenas uma pegada mais progressiva, presente em "A nova estrela".


Som Imaginário (1972)


Essa pegada progressiva tornaria-se o eixo do terceiro e derradeiro álbum de estúdio, "Matança do Porco", de 1973.
Matança do Porco (1973) - uma das capas


Um disco conceitual, totalmente instrumental, que pode ser considerado meio que o "embrião" da carreira solo de Wagner Tiso. O grande destaque deste disco é a faixa título, de autoria de Tiso, que subdivide-se em três movimentos, no qual o auge é o segundo, mais pro meio da música, quando a banda engrena num improviso maravilhoso, no qual destacam-se a performance de Robertinho Silva na bateria e os agudos extraídos da guitarra de Fredera, já atuando como artista convidado, uma vez que antes do terceiro disco o guitarrista já havia se desligaado oficialmente da banda. O terceiro movimento, quase que totalmente orquestrado, é destaque por isso e também pelo fato de Milton Nascimento solar com vocalizes deslumbrantes, com o auxílio luxuoso dos Golden Boys. Também nesse disco, "A 3" destaca-se, mostrando que a pegada samba-jazzista do Som permaneceu intacta.

Depois deste disco, muitas foram as alterações na formação da banda, como a saída de Luiz Alves e a entrada de Novelli no baixo, a saída de Robertinho Silva, substituído na batera por Paulinho Braga, a saída de Tavito e a entrada de Toninho Horta, assumindo a guitarra e ainda a entrada de Nivaldo Ornellas, acrescentando sopros ao som do Som. Com essa formação gravaram o belíssimo disco "Milagre dos Peixes - ao vivo", creditado a Milton Nascimento e Som Imaginário, em 1974.

Depois disso ainda teve a substituição de Novelli por Jamil Joanes e o retorno de Fredera, ou Frederyko. A partir daí a banda encaminhou-se para o seu fim, em 1976.

A seguir, dois vídeos desta banda que, se não fez sucesso, fez história nos circuitos de música alternativa dos anos 70, à margem do brega e das baladas românticas do "rei", que dominavam as paradas da época.


A NOVA ESTRELA


A 3

domingo, 15 de junho de 2008

BRAVO SPORT!!


Contra tudo e todos! Assim foi a campanha do Sport Recife na Copa do Brasil 2008. Um clube historicamente injustiçado pela grande mídia deturpadora, devido ao fato de ter sido, segundo a CBF (aquela que organiza o campeonato brasileiro), o legítimo campeão nacional de 1987, e não o Flamengo, o queridinho dessa imprensa suja e manipuladora. Tanto é que Sport e Guarani representaram o Brasil na Libertadores-88, e não Flamengo e Internacional. Quero ver alguém ter o despeito de contestar a conquista dos pernambucanos. Nenhum outro clube teve adversários tão difíceis: Palmeiras, Internacional, Vasco da Gama e Corinthians. Todos derrubados. E os experientes jogadores do time da Ilha do Retiro fizeram Recife parar. Com toda a justiça: pela regularidade, pela habilidade de lidar com a situação adversa, e tal qual um alquimista, transformar uma prata iminente num ouro reluzente, o Sport é, sem sombra de dúvidas, o maior merecedor desse título. Parabéns Sport Clube Recife, o campeão da Copa do Brasil!! E que venha a Libertadores.

Torcida festejando em frente ao hotel do Corinthians,
que falou muito e jogou pouco, quase nada.




ENQUANTO ISSO EM SÃO PAULO...






E pra encerrar, aquilo que alguns jogadores, árbitros e times como Flamengo e agora Corinthians
tiveram o dissabor de experimentar: A PRAGA ALVINEGRA!!! HAHA!!!