domingo, 8 de junho de 2008

Gêmeos Célebres


quinta-feira, 5 de junho de 2008

Boca Calada!!



E eis que o Fluminense faz história, repete o feito do lendário Santos de Pelé e cia., e elimina o tão badalado Boca Juniors. De quebra, ainda vinga uma penca de clubes brasileiros que tinham na equipe argentina seu maior algoz, como São Paulo, Grêmio, Santos, Flamengo, Paysandu e Cruzeiro, entre outros.

Fará a final contra LDU, a quem enfrentou na primeira fase, com o primeiro jogo nos 2.800 metros de altitude de Quito. O momento-chave desta decisão passa pelos Andes. Se o Fluminense conseguir um bom resultado, como conseguiu na primeira fase (0 a 0), estará com a faca, o queijo, e todo o resto da mesa de café da manhã, em suas mãos. É aguardar.

Enquanto isso, os torcedores do River Plate não perdoam:


segunda-feira, 2 de junho de 2008

André Luis: Quando um cidadão é humilhado em praça pública

Recife, 1 de junho de 2008. Um jogo ruim entre Náutico e Botafogo era disputado no acanhado estádio dos Aflitos, válido pela quarta rodada do Brasileiro. A partida já começou com um atraso de aproximadamente dez minutos, por pura falta de organização do mandante.

Iniciado o jogo, via-se que algo estranho estava acontecendo. O jogo estava esquisito, uma pelada. O zagueiro André Luis, do Botafogo, estava visivelmente alterado emocionalmente. Não cabe a ninguém – absolutamente ninguém – lançar informações falsas, dizendo que o nervosismo era devido à eliminação da Copa do Brasil. Se o fosse, o nervosismo seria visto em todo o time, e não apenas em um único jogador. Ninguém saberá o que realmente passava pela cabeça do zagueiro. O time vem atuando mal há tempos – desde as finais do carioca – e não foi somente a eliminação para o gigante da segundona que provocou isso.

André já havia tomado um cartão amarelo por reclamação, quando, minutos depois, ao perder uma bola no ataque, tentou recuperá-la. O lateral Ruy “Cabeção” partia com a bola dominada quando foi desarmado por André Luis. Aí começam os problemas.

Ainda que o lance se caracterize por um carrinho por trás, não se vê intenção em matar a jogada, em derrubar o adversário. Ele se coloca à direita do jogador do Náutico, estica a perna esquerda (logo diminuindo os indícios de que queria matar a jogada, já que se o quisesse seria muito mais prático usar a perna direita, travando o adversário) e toca na bola. No entanto, existem as malandragens do futebol, e o Ruy cai no gramado, se joga, chega a quicar no campo, dando àquele lance pinturas de uma falta desleal e hedionda.

Desleal e hediondo foi o que aconteceu depois.

O árbitro Wilson Seneme aplicou o segundo amarelo e logo, o vermelho. O jogador tentou se justificar. Não adiantava mais. Saiu de campo irritadíssimo, chutou uma garrafa de água, que acabou caindo na torcida (que fica quase dentro do campo, separada apenas por uma grade – uma várzea) - garrafa esta que provocou uma denúncia de um torcedor na delegacia do estádio, e que complicaria a situação do jogador - e por fim mandou dedos do meio para os torcedores adversários. É exatamente nesse instante que começa uma das maiores vergonhas já proporcionadas por uma polícia militar. Extremamente despreparados, e talvez até torcedores do time pernambucano, os PMs pernambucanos resolveram prender o zagueiro alvinegro por ter feito gestos para a torcida. Fica aqui o aviso aos amigos: nunca mandem ninguém para aquele lugar por meio de dedos, pois vocês podem ir em cana!

André Luis, assustado com aquilo tudo, tentava desvencilhar-se da truculência policial orquestrada por uma tal Lucia Helena, aspirante a tenente se aproveitando dos holofotes para tentar aparecer e mostrar serviço. ‘Grandão’, o zagueiro conseguiu, depois de cair por várias vezes, se soltar dos “homens da lei” e se dirigiu ao vestiário, que ficava do outro lado do campo (mais um absurdo da “Rua Bariri do Nordeste”). Surpresa: a porta foi trancada, sabe Deus por quem. Acuado feito um meliante num beco sem saída, o zagueiro foi cercado pelos truculentos PMs na escada do vestiário. O atacante Fábio tentava desesperadamente dialogar e proteger o companheiro de equipe. Foi agarrado pela polícia e praticamente jogado para dentro do campo, Enquanto o lateral-direito Alessandro era agredido com spray de pimenta:

“Estava tentando tirar nossos jogadores da confusão na porta do vestiário, quando alguém veio por trás de mim, levantou minha camisa e jogou o spray. A sensação foi horrível. Meus olhos começaram a arder, minha garganta fechou e não conseguia respirar, até que vomitei sangue”

Em seguida André Luis foi imobilizado, como se representasse uma ameaça à sociedade, e retirado de campo, como se fosse um torcedor invasor. A sensacional polícia pernambucana em mais uma demonstração de absoluto despreparo, fez o inimaginável: retirou o jogador do Botafogo pelo meio da torcida, em meio a uma chuva de garrafas, e outras coisas, numa cena medieval. Se ali houvesse uma pedra, poderia ter havido uma tragédia. Bebeto de Freitas, o presidente do Botafogo, desesperadamente tentando contornar a situação, foi empurrado diversas vezes pelos selvagens de farda, e acabou arrastado por eles também, sumindo no túnel do estádio dos Aflitos. Só mesmo tanta aflição por parte dos locais pode, em parte, justificar uma ação policial tão absurda.

Enquanto Bebeto também ia sendo preso, a polícia continuava fazendo das suas: o goleiro Renan teve que se proteger de um PM que posicionou o cacetete para agredí-lo. O mesmo ocorreu com Leandro Guerreiro e Diguinho. Este último foi claramente ameaçado por um policial, tendo o lance sido captado pelas emissoras de tv presentes. Dá até pra fazer leitura labial, para saber o que o despreparado funcionário público falou.

Quanto ao jogo, lamentavelmente reiniciado, acabou 3 x 0 para os donos da casa. Correu a informação de que o Botafogo não retornaria para o segundo tempo, mas o capitão Lucio Flávio, sempre sensato e ponderado, disse que retornariam em nome da honra do Botafogo de Futebol e Regatas. Àquela altura, o resultado final era o que menos importava.

Depois de tanta humilhação a um cidadão que estava trabalhando, e que teve a sua dignidade jogada na lama em rede nacional por uma ação policial desastrada e truculenta, chegaram duas notícias: André Luis fez um acordo e doou 25 salários mínimos, cerca de R$ 10 mil para o Hospital do Câncer de Pernambuco. Bebeto de Freitas não quis acordo e responderá a processo. Segundo ele, não cabe fazer acordo, pois estava defendendo o jogador da agremiação da qual é presidente.

Antes que digam que só escrevo essas linhas por ser botafoguense, cito os fatos: ações como essa não são novidade em Recife: no ano passado, o técnico Lori Sandri, então comandando o América-RN, foi preso nas mesmas circunstâncias, mas no estádio da Ilha do Retiro, pertencente ao rival do Náutico, Sport Recife. Foi algemado na frente das câmeras de tv. Humilhado, deu uma entrevista aos prantos, que causou consternação no meio futebolístico. Recentemente, o Palmeiras, ao chegar no mesmo estádio da Ilha do Retiro, segundo o treinador Vanderlei Luxemburgo, teve que desembarcar em frente aos torcedores do Sport, pois uma motocicleta da PM, estrategicamente estacionada metros adiante, impedia a manobra do ônibus e o desembarque em outro setor do estádio.

Para encerrar, as perguntas que ficam são as seguintes:

O STJD punirá apenas o jogador do Botafogo, ou também punirá o Náutico, que é dono do alçapão onde se realizou o jogo, e o mandante é o responsável pela segurança daqueles que recebe?

A CBF interditará o alçapão dos Aflitos, totalmente impróprio para uma partida de 1ª divisão?


A Comissão de Arbitragem da CBF afastará o árbitro Wilson Seneme, pela conivência e falta de pulso para controlar os ânimos exaltados?


A aspirante a tenente desastrada e despreparada será afastada de suas funções atuais?


O Botafogo irá processar o Estado de Pernambuco pelo acontecido?


O zagueiro André Luis irá processar o Estado de Pernambuco pelo ocorrido?


Ou tudo acabará em pizza de carne-de-sol??

A saber nos próximos dias. Algo tem que acontecer!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

E SÓ SOBROU O FLUMINENSE

Dos três times cariocas que ainda disputavam algo no primeiro semestre, sobrou apenas o Fluminense. Até porque a partida de ontem contra o Boca Juniors foi só a primeira. Ao menos até a semana que vem, o Flu ainda estará disputando. As decepções ficam por conta de Vasco (menos) e Botafogo (mais).

Como é possível um raio cair duas vezes no mesmo lugar? Pergunte ao Cuca, agora ex-técnico do Fogão, e aos jogadores, pois repetiram tudo o que aconteceu no ano passado em Buenos Aires. O Bota mostra-se um time que não sabe decidir quando a segunda partida é fora de casa. Saiu em vantagem, por ter vencido a primeira no Engenhão, tal qual no duelo contra o River Plate. No entanto, não foi capaz de sustentar a vantagem. Ainda mais pelo fato de ter conseguido empatar a partida no Morumbi três minutos após o Corinthians marcar. Naquele momento, o time deveria ter envolvido o adversário de modo a fazer o tempo passar e enervá-lo, pois já tinha vários jogadores com cartão amarelo. Mas há uma particularidade ao Botafogo: é um time que chega a muitas decisões, mas a cada uma delas parece um novato, um calouro no ramo, pois não se vê a frieza necessária, a malícia necessária aos campeões. Acomodou-se com a possibilidade de levar para os pênaltis, e o resultado é mais uma eliminação inacreditável. Enquanto o Botafogo não tiver essa frieza necessária a quem quer ser campeão, ficará sempre no quase, infelizmente. É fato. Sou Botafoguense, daqueles que ficam roucos a cada quarta e domingo, mas tenho de admitir isso, com o coração em pedaços.

Já o Vasco se mostrou mais digno, ao partir pra cima do Sport Recife e fazer o placar que precisava para, ao menos, levar a peleja para as penalidades. Mas aí o Edmundo acabou acrescentando mais um penal perdido para a sua já vasta coleção, e o Vasco se despediu.

Algumas mudanças já aparecem, como a saída do técnico Cuca, no Botafogo. Ele entregou o cargo, pois era sabido por todos que a situação seria insustentável em caso de mais um insucesso. E foi o que ocorreu. Só tenho a agradecer a ele por ter nos colocado num patamar acima do que nos habituamos a freqüentar nos últimos 10 anos. Mas para um clube com a grandeza do Botafogo, isso apenas não basta. Queremos ser campeões também. E vislumbramos essa possibilidade já há dois anos, sempre batendo na trave. Será que outro comandante (provavelmente Leão) conseguirá fazer desse grupo um time vencedor? Será que o Cuca conseguirá levantar taças em outras cercanias (provavelmente o Santos)? A saber com o passar do tempo.

Já o Fluminense segue vivo na Libertadores. Arrancou um heróico empate contra o ‘Bambambam das Américas’ (segundo a grande mídia – nem tanto segundo eu). O fato é que esse Boca costuma jogar melhor fora da Argentina do que em sua casa. Mas acredito que o Fluminense passe. Já demonstrou ser time copeiro quando, depois de quase estar eliminado da Copa do Brasil do ano passado, passou por cima do Bahia e partiu rumo ao título. E o grande detalhe é o seguinte: Caso o tricolor de Laranjeiras se classifique, e da outra chave surja o América do México (do qual santistas e flamenguistas guardam lembranças marcantes), o tricolor já estará no Mundial da FIFA, mesmo se não for o campeão. Isso porque o América não é federado à Conmebol, e sim à Concacaf, que classifica seus clubes através de sua própria competição, a Concacaf Champions League. Mexicanos jogam a Libertadores como convidados, atraídos pelas receitas gordas que a competição gera. Mas tudo dependerá do que acontecerá no Maracanã na semana que vem.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Argentinos: confiantes ao extremo? Ou arrogantes mesmo?

“Quero ser o artilheiro da Copa”. Esta é a frase que abre os jornais da Argentina nesta quarta-feira, quando Fluminense e Boca Juniors iniciam a luta por uma vaga na grande decisão da Libertadores. O dono dela é o atacante Martin Palermo, que já marcou seis gols na competição, dois a menos que Marcelo Moreno, do já eliminado Cruzeiro, e Cabañas, o carrasco de Flamengo e Santos, que ainda está em ação pelo América do México. A frase parece soberba aos olhos dos brasileiros, mas para os argentinos é absolutamente normal. Seus companheiros do Boca Juniors, por exemplo, acreditam que ele fará contra o Fluminense o que fez nas quartas-de-final contra o Atlas, quando marcou três gols no México e garantiu a classificação do time portenho, que havia empatado em casa: 2 a 2. - Ele pode ser o artilheiro. Merece ser. Nestes próximos jogos fará pelo menos uns dois ou três gols - avisa o volante Cristian Chávez.
Palermo está em alta com os colegas de equipe.

Se outro dia ele fez três em menos de vinte minutos, tudo é possível – completa o meia Fabian Vargas, ex-Internacional. Até Riquelme, o craque do time, rende-se ao faro de gol do amigo e agradece por tê-lo a seu lado. - É o melhor camisa 9 do mundo, nos últimos dez anos. Temos sorte de poder jogar a seu lado - elogia.

do site http://www.globoesporte.com/

Não sei não... por mais que esse cara seja goleador nato, a lembrança que tenho é dos três pênaltis perdidos num só jogo.

OUTRO LANCE

Corinthians e Botafogo, no Morumbi. Vasco e Sport em São Januário. A noite de hoje será um teste para cardíacos. São as emoções finais da Copa do Brasil, o atalho à Libertadores da América. Hoje saem os finalistas. Por motivos óbvios, não me arrisco a dar qualquer palpite, sobretudo no jogo do Morumbi. Ganhamos o primeiro, mas o resultado final é que vale. O melhor é aguardar e tentar controlar o coração!

Amistosos internacionais

Neste exato momento, às 17:54, quando escrevo este texto, a Inglaterra vai vencendo os EUA por 2x0. Ontem, a Alemanha empatou com a Bielo-Russia em 2x2. Evidentemente que os jogadores de certa maneira se pouparam, afinal estamos em fim de temporada e contusões nessa época são muito comuns. O Kaká que o diga, já que foi submetido a uma intervenção cirúrgica no joelho esquerdo numa clínica do Méier pelo Dr. Runco, do Flamengo e da Seleção. Em seguida, o meia do Milan e da Seleção iniciará a reabilitação fisioterápica no Reffis, hoje uma referência em reabilitação desportiva no Brasil. Pra quem não sabe, o Reffis é o centro de fisioterapia do São Paulo Futebol Clube.

Voltando ao assunto dos amistosos internacionais, um resultado que me surpreendeu foi a vitória do Uruguai sobre a Turquia por 3x2, fora de casa. Por mais que o Uruguai não seja nem sombra do que já foi um dia, tem camisa. E camisa, meus caros, pesa. Quem tem camisa deve ser temido.

Todos esses amistosos servem para interesses diversos: Eurocopa, Eliminatórias-2010, Jogos Olímpicos. O Brasil mesmo fará dois amistosos, visando as duas últimas, com uma equipe mesclada, com jovens sub-23 e experientes jogadores, como o Adriano, que ao que parece superou os delicados problemas que o fiseram sair da Itália e passar seis meses no São Paulo, no já citado Reffis. O São Paulo ficou pelo caminho no paulistão e na libertadores, mas Adriano deixará saudades no Morumbi. Esperamos todos que, na Seleção e na Internazionale, volte a ser o decisivo atacante que nos deu duas memoráveis conquistas em 2005: Copa América e Copa das Confederações, ambas em cima da Argentina, nossos maiores rivais na face da Terra.

Voltando ao velho continente, a Eurocopa vai pegar fogo. A ausência da Inglaterra é uma surpresa. Mas o futebol é feito de surpresas, e justamente a última Euro foi uma das maiores demonstrações desse tipo de surpresa: A Grécia, que em pleno solo português derrotou os anfitriões por duas vezes, sendo uma delas na final.

domingo, 25 de maio de 2008

Gêmeos Célebres

Esta é a nova série deste blog (claro que você já deve ter visto isso em algum lugar!). Aqui você verá aqueles que, ao nascer, foram separados um do outro. Aqui eles se reencontram. Para abrir a série, olha só quem apareceu: